Amarildo de Souza desapareceu no dia 14, após ser abordado por
policiais de UPP. Mutirão de moradores e amigos realiza buscas na
comunidade para tentar encontrá-lo
24/07/2013
da Redação
Ainda não há respostas sobre o paradeiro do ajudante de pedreiro,
Amarildo de Souza, 47 anos, desaparecido no domingo (14), após ser
abordado por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da
Rocinha, no Rio de Janeiro (RJ).
Também conhecido como Boi,
Amarildo nasceu e foi criado na comunidade, onde também cria os seis
filhos com a mulher Elizabeth Gomes de Souza. Segundo ela, a última vez
que viu o marido, ele estava sendo levado pelos policiais. “Então, eles
[os policiais] disseram que já, já ele retornaria para casa e que não
era para a gente esperar lá na sede do Parque Ecológico. Fomos para casa
e esperamos a noite inteira. Depois, meu filho procurou o comandante,
que disse que Amarildo já tinha sido liberado”, disse.
Os relatos
de alguns moradores jogam suspeita sobre alguns agentes da UPP. Segundo
eles, um dos policiais presentes na abordagem implicava com Amarildo e
sua família. “Esse policial é ruim, gosta de humilhar os pobres daqui”,
contou um dos homens que acompanharam prisão.
No sábado (20), o
tenente-coronel Paulo Henrique de Moraes, coordenador de Polícia
Pacificadora, informou que os quatro policiais que levaram o pedreiro
Amarildo até a UPP “antes de ele ser liberado” estão afastados e farão
curso de reciclagem.
No último domingo (21), moradores e amigos
realizaram um protesto silencioso próximo à UPP na comunidade. Além
disso, um mutirão de moradores tem feito buscas no morro para tentar
encontrá-lo.
O sumiço do carioca também tem movimentado o Twitter
e Facebook com a hashtag #OndeEstaAmarildo. Nesta quarta-feira (24),
inclusive, após 10 dias do desaparecimento, um tuitaço foi convocado a
partir das 15 horas. Durante a tarde, o governador do Rio, Sérgio Cabral
(PMDB), recebeu seus familiares e ofereceu à eles a entrada em programa
de proteção.
Na quinta-feira (25), às 15h30, um novo ato será
realizado no Posto 12, no Leblon. Neste mesmo dia, serão recolhidas
doações e mantimentos para a família do pedreiro que passa por
necessidades.
Foto: Antônio Carlos Costa/Reprodução
Fonte: http://www.brasildefato.com.br/node/14448