quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

REFORMA POLÍTICA: ESTAMOS DE OLHO!

 
DIÁRIO DO GRANDE ABC
Publicado em terça-feira, 24 de fevereiro de 2015 às 19:30 Histórico
 

Comissão aprova plano para discutir reforma política em até 40 sessões

A Comissão Especial que debate a reforma política na Câmara dos Deputados aprovou na tarde desta terça-feira, 24, um plano de trabalho para votar uma proposta a ser levada ao plenário em até 40 sessões. Temas espinhosos, como o sistema eleitoral ideal e o modelo de financiamento de campanhas eleitorais, serão discutidos por último por serem consideradas o "cerne" da reforma.O roteiro de trabalho apresentado pelo relator Marcelo Castro (PMDB-PI) dividiu as discussões em dois blocos: um para os temas que exigem maior debate (financiamento e sistema eleitoral) e outro com pontos menos difíceis de atingir um consenso (coincidência de eleições, fim da reeleição, duração de mandatos, suplência de senador, voto facultativo, cláusula de desempenho, coligações proporcionais, federações partidárias, prazo de filiação para disputa, "janela de filiação" e acomodação de forças políticas). Os temas do segundo bloco serão debatidos primeiro.
A primeira fase será dedicada às audiências públicas e nesta tarde foram aprovados 17 requerimentos para convidar entidades da sociedade civil, autoridades do Supremo Tribunal Federal (como os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli) e representantes da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP). A ideia é que sejam realizadas também audiências nos Estados e debates com estudiosos do tema.
O relator disse que pretende concluir os trabalhos antes das 40 sessões previstas para o funcionamento da comissão especial. "Ou fazemos diferente desta vez ou estaremos fadados ao fracasso", disse Castro, referindo-se às propostas já discutidas no Congresso e que não avançaram. O peemedebista insistiu para que os deputados "desarmem seus espíritos" e votem uma proposta com chances de passar pelo plenário.
Alguns membros da comissão questionaram a celeridade do plano apresentado pelo relator e pediram que a sociedade civil participe de todas as fases dos debates. "Nem pode ser lento demais, nem pode ser rápido demais de modo que atrapalhe a busca de consensos", argumentou Orlando Silva (PcdoB-SP). "Temos prazo, mas não podemos ter pressa", concordou o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ). A deputada Luiza Erundina (PSB-SP) cobrou que a reforma também discuta a representatividade feminina na política.


 http://www.dgabc.com.br/Noticia/1234744/comissao-aprova-plano-para-discutir-reforma-politica-em-ate-40-sessoes

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

A QUEM INTERESSA A DIVISÃO EM CATEGORIAS NO MAGISTÉRIO?

O governador, Gelado Alckmin, não tem o mínimo de respeito pelos professores. Pois não basta lotar as salas de aula com cinquenta ou mais alunos, e deixar as escolas, pelo menos a que eu estava lecionando, totalmente sucateada, ele ainda consegue, com muita paz e tranquilidade, deixar muitos professores sem trabalho com essa tal de "duzentena", que faz com que qualquer professor fique indignado ou revoltado. Para quem não sabe o que significa duzentena eu explico: seria um período de duzentos dias em que o professor, que já teria sido contratado por quatro anos pelo Estado, deve ficar sem contrato, ou seja, numa espécie de "geladeira", sem trabalho, salário, desempregado mesmo. O docente presta seus serviços por quatro anos e de repente, sem mais nem menos, o governador despede o profissional sem justa causa, sem nada que desabone a sua conduta. Simplesmente para que o professor não pegue nenhum vínculo empregatício. Quando você pensa que o Estado seria aquela entidade que iria dar o exemplo, você se depara com o pior vindo pelo o governo... Nada, absolutamente nada, o docente consegue fazer se estiver nessa duzentena. Nem participar do cadastro emergencial ele pode, ou seja, nada mesmo. O que resta para o profissional é trabalhar de qualquer outra coisa, pois emprego em escolas particulares está cada vez mais difícil, salvo se você tiver algum "padrinho" dentro do colégio. Já não basta ter um dos salários profissionais mais baixo do mercado, se tratando de uma profissão que deveria ser uma das mais respeitadas, o docente ainda tem que passar por essa humilhação. As pesquisas mostram que professor é uma daquelas poucas profissões que quando se trata de elogios, todos concordam com a sua importância para o bem da sociedade. No entanto, me parece que somente o governador, Geraldo Alckmin, não percebe isso.  Pois a qualidade dos profissionais não interessa a este senhor... Não quero julgar meus colegas aqui, mas na hora de decidir a quem é atribuído primeiro as aulas, muitos que estão dentro, ou acima da qualidade, ficam de fora. E isto se deve por causa da contagem de pontos de magistério, onde o privilegiado seria aquele que tem mais tempo de casa. Mesmo que o professor passe no concurso público com uma ótima pontuação, não importa, o contratado é tido como "inferior" perante o governo do Estado. Sem direito a saúde pelo servidor público (IAMSPE) e com poucos benefícios no que compete a premiação ou aulas abonadas, este profissional se trata apenas de um "tapa buraco". O que difere, e muito, daquele que está efetivo; devido a uma prova chamada concurso público. No entanto os afazeres e os problemas enfrentados no dia a dia são os mesmos, muitas vezes chegando a ser maiores já que os efetivos acabam faltando mais devido a segurança que tem no emprego.




Só nos basta afirmar que tem muita coisa errada. Lamentável que assim seja.


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

SOS EDUCAÇÃO!





Hoje foi mais um dia de sufoco na escola. Não somente de sufoco, mais aterrorizante. FOGO! Isso mesmo, fogo na sala de aula enquanto eu estava passando a matéria na lousa. Quando virei para os alunos, depois de sentir o cheiro de algo sendo queimado, me deparei com uma das cadeiras, que se encontrava no fundo da sala, pegando fogo, em labaredas, que ficava cada vez mais alta; fora a fumaça que tomava conta do local. Fiquei indignado e super triste com aquela realidade. Um lugar que deveria ser de emancipação humana, pelo contrário, sendo usado como lugar de diversão e perigo por alguns alunos que se acham donos do colégio. Sim, eu confesso, insuficiência disciplinar por parte da gestão. O QUE FAZER? -- me perguntei diante do fogo. 

Ok, mandei chamar a coordenadora que demorou, mais do que o normal; usou o argumento que o professor que deveria resolver o acontecido. Como assim? Outra pergunta que me fiz e sem resposta. A situação fugia do meu controle...  Depois de algum tempo do ocorrido e de já termos jogado agua no fogo, eu não, mas a assistente de limpeza, apareceu a coordenadora mandando todos os alunos entrarem na sala. Obrigado, mas isso eu já estava fazendo, pois antes, não tinha como ficar dentro da sala por causa da fumaça... Alguns alunos passaram até mal. Nós tínhamos sérias suspeitas de quem teria feito aquilo. Até que uma das alunas denunciou quem fora e o que viu... Eu, sinceramente, acreditei que haveria apoio, punição, até descobrirmos quem teria feito aquela atrocidade. Engano meu, a coordenadora me disse que nada poderia ser feito, pois não seria viável culpar um aluno sem ter plena certeza.  No entanto, nada, absolutamente nada, foi feito. Enquanto a coordenadora falava com os alunos, alguns deles olhavam com ar de risos para ela e para mim debochando de nós...  sem respeito nenhum pelas autoridades daquele estabelecimento. Éramos os palhaços do palco...

Depois da saída da coordenadora, ficamos lá, olhando uns para os outros, ou mirando o chão, em silêncio. A lição de moral dada aos alunos entrou por um ouvido e saiu pelo outro... nada resolvido. O aluno criminoso (que colocou fogo na sala) olhando com "ar de risos", satisfeito com o acontecido.

Completamente frustrado e assustado, voltei para casa depois do expediente. Nesse dia foi preciso que eu tomasse um remédio (calmante) para tentar esquecer e dormir depois de chegar em casa. Já sobre efeito do remédio, decidi escrever essas poucas palavras como forma de desabafo para não adoecer. E pensei: amanhã tem mais.